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quinta-feira, 8 de março de 2012

O amor me incedeia. Se torna caminho. Começo de tudo. Paisagem inventada. Entardecer bonito. Jogo de língua e pecados puros. Paredes pintadas. Dias que perdem o vázio. Minha paz, meu lar, minha cara, meu par, minha saudade sem fim. Um reencontro seja de quantas jornadas for. Um primeiro desejo real acontecendo no tempo que tinha de ser. Qualquer coisa plena. Qualquer coisa imensa e intensa.

(Ana Morais)

quinta-feira, 1 de março de 2012

(d)entro.

Hoje eu sei que sou segredo de gaveta, sou papel e caneta, sou uma história em outras histórias, sou sinal, sorrisos, sou eu, sou dentro e não fora, eu sou e não me troco por nada.

(Ana Morais)

(...)

Não pretendo contar a ninguém o que me silênciou, aos poucos, a gente transforma dias vazios em cheios de vida, brechas escuras em portas abertas, lágrimas em sorrisos, perguntas em respostas.

(Ana Morais)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Agora;


Acho que nunca quis tanto o agora desenhando os meus dias como hoje, engraçado é sentir pelos corredores da vida o arrepio de permanecer tão inteira depois dos olhares tristes que paralisam, conseguir abrir as portas desconhecidas e ser surpreendida com sorrisos novos que alarmam a alma é um divino despertar, a cada entardecer me vejo voltando para casa escutando canções antes jamais ouvidas. Sinto o mover das razões, o trocar das alternativas, o tocar das mãos, o dedilhar na minha nuca, um momento certo, para ouvir o timbre de um outro lugar, que me cabe inteiramente.
(Ana Morais)

Deixá-lo vir;


O começar recomenda que abra as janelas do desvendar , basta respirar e trocar o confortável, pelo o chão. O começar, é descobrir sem a ajuda do nosso herói que as noites são inseguras, que chorar debaixo do cobertor ás vezes é preciso, mas que o sorriso no outro dia é indispensável. O começar, é aprender muito sozinho. Começar, é assimilar que existe somente alguns minutos para as paixões, e entre os intervalos delas, se percebe que o amor não tem hora marcada no cardiologista. Começar é aprender com erros cometidos, e calar diante do ato do silêncio que se torna necessário em frente a uma dor. Começar, é saber que nada tem garantia, nem mesmo a vida que se acaba de adquirir, quanto mais a nova TV. Começar, é saber que por mais que você espere, e-mails não chegam, mensagens não são enviadas,  telefones não tocam no momento que quer, que esperanças não são dadas em diversas formas e porções,  que o cristal quebra com mais facilidade que vidro, mas que os dois quebram e não são recuperados,  e que continuar requer vontade. Começar, é permitir passos e de repente notar que a estrada da nossa trajetória é só de ida, não de volta. Começar, é ter coragem de criança, é descobrir como andar ao lado do caos. Começar é aprender a mastigar as derrotas. Começar, é sobreviver ao inferno daqui. Começar não é só ter planos no papel, é concretizá-los no presente. O começar é o herdeiro que parimos dia após dia. E não importa quando vai permitir que ele nasça, se é agora, amanhã ou aos 50 anos, mas é crucial deixá-lo vir.  
(Ana Morais)  

sábado, 15 de outubro de 2011

Anos se passaram, e com eles mudanças minhas, que nem todos acompanharam.

(Ana Morais)

...

Às vezes a gente não percebe antes, o que deveria ter saído do nosso caminho há muito tempo. É, perdem-se algumas pérolas para os porcos...

(Ana Morais)

domingo, 25 de setembro de 2011

Um dia...


Os olhos não enxergam, o coração sente, berra e avisa... E enquanto isso, eu finjo que nada perdi, vai que um dia eu me convença, ou essa seja a tal verdade...

(Ana Morais)  
O que se faz com a saudade que insiste em brincar com o futuro?

(Ana M.)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

"mal(dito)..."

A palavra seca
vem junto com um
grito que ouço
ao fundo: "destino,
destino, destino..."
Ah, que seja maldito
esse dito
pelos fracos...
apenas repito: 
"MAL(DITO)"

(Ana Morais)


Dois;


Dois sons que desejo ouvir agora: as pausas do meu coração e o barulho das ondas do mar. Fim de tarde em paz, em paz...

(Ana Morais)

ilimitada;


Não tenho medo do veneno
de uma cobra
Nem da boca de um tubarão,
Não tenho medo da dor
Nem da aflição
Não tenho medo
da insanidade de
jogar fora sentimentos
nem do turbilhão
dos desencontros
Mas confesso,
que a covardia
me assusta
E principalmente a idéia de que,
crueldade humana é ilimitada...

(Ana Morais)

domingo, 11 de setembro de 2011

tombo;


Amor bagaço
coração engasgado
que num tombo
foi picotado...
descobriu da
pior maneira
que cada passo dado
era tempo perdido
agora
tudo transforma-se
em líquido...  

(Ana Morais)


Enquanto a lágrima tira um cochilo, alimentar-se é só combustível para levantar.

(Ana Morais)

(9/9)


Um rio corre em mim
despejando as suas águas
no buraco raso
do pescoço...
(encharcado)
e não tem seda
que vire esponja
quando a frieza
rasga o que grudou
na pele,
a goela fecha,
e as horas espalham
no travesseiro
uma dor que começa
fazendo
preliminar
no corpo...

(Ana Morais)

sábado, 3 de setembro de 2011

...


Pelos cantos da noite, sobram deslizes, memórias e devaneios que viram poesia. 

(Ana Morais)

(...)


O silêncio coleciona o que se sente e não se quer falar. 

(Ana Morais)

...


Tem dias que a gente perde os passos tentando libertar uma espera... 

(Ana Morais)

sábado, 13 de agosto de 2011

o barulho do adeus;


É, me carrego, mesmo sem caber no bastante e só por um instante me deixo longe de alguns encontros partidos, vestida com vazios que não fazem somas pelos caminhos, eu escorro nas águas de um mar, nas curvas sem salvação dessa cidade, numa felicidade fria que não despenca do céu, com ciclos que não se completam e um peito dolorido que chora a cada anoitecer... A saudade grita pelos cantos de mim, querendo contar a todo mundo o desespero que é viver trancada com o barulho de um adeus que não se foi.

(Ana Morais)

silêncio;


Tenho em mãos canções que escuto com o coração, num breve silêncio que só me cabe... 

(Ana Morais)