quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

sem pressa.

Fico me revirando com pequenos conflitos,
Abrindo espaços pra meu orgulho machucado.
Esqueço dos presentes que recebo ao levantar.
E termino trocando sorrisos fáceis, por choro incontido.
Tanta coisa acumulada e essa falta querendo dar sentido.
Ele não chega, eu fico no quase descuido de não lembrar.
O que ainda eu deixo guardado é que... “se for pra ser, renasce”.

Ana Morais

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

cair em si.

Mesmo me elaborando, paro em alguns lugares que prendem e não consigo ser partida. Como fugir do que fica preso?
Vou voar e segurar o silêncio desmesurado, os dias de chuva que lavam, as esperanças com novos risos saindo pelos cantos e algumas estrelas brilhantes durante as noites... Estranho é essa vontade de virar palavra. Nos sonhos que me aquecem vejo a hora que te reencontro e olho pra tua face. Conto com os dedos, mas sinto a dor dilatando. O tempo fala comigo e pede pra tornar-me amena, só assim tudo lá fora pode se transformar.
O passado desprende aos poucos e isso me dá medo, carrego um amor entre o laço que me puxa e me solta. Cair em si, fere.

Ana Morais

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

outraz vez.

Renovo (de)coração e algumas velhas memórias,
Em apenas uma olhada, vejo que preciso guardar toda essa falta.
Só quero o conforto de não sentir mais saudade e outra vez estar bem.

Ana Morais

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

excessos.

Como não saber traduzir uma saudade?
Como não saber diminuir uma distância?
Como doer tanto pra dar novos passos?
Como achar o aconchego num só lugar?
Como se reconhecer nos teus palpites?
Tudo fica mais bonito com o seu nome.
Vem, mas vem em excessos.




Ana Morais

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Fé.

Uma busca entre as garras da indiferença, chega embalar o mundo inteiro que me guarda. Quando contemplo uma delicadeza tão desarranjada, vem as recordações adormentadas e portas que insistem em ficarem fechadas. Então, corro para as janelas e respiro. Com uma simplicidade e algumas histórias que reduz as quedas, recolhe a dor. Meu olhar se tranca e não quer mais desaguar no presente.
Constantemente me pego te alcançando durante os minutos que se passam. É forte, é um amar bonito, arrepia os pêlos e me prende nos braços dos sonhos sinceros.
Fico em passos lentos. Mas faço florescer uma nova vida a cada suspiro.
Nesses dias de chuva, me pareço mais sozinha, sem contos de acasos. Só miro nas perdas e fujo para os encontros. Feliz ficaria meu entardecer habitando mais na fé.

Ana Morais

sábado, 19 de fevereiro de 2011

(...)


Se um dia eu te sentisse por completo.
Se eu acordasse com tua vontade encontrando-se com o meu afeto.
Se toda a indecisăo fosse pra onde eu te espero e ficasse por lá...

Quais os sabores que a vida teria?
Quais as cores diferentes?
Quais espaços ficariam preenchidos?
Quais das metades seriam concluídas?

Como iria ser divino, a tua presença junto a mim.
Parando meu olhar e a saudade.
Te queria mais perto. Como eu queria!
É mais do que uma mera intenção.

Ana Morais

não me olhava.

Abri os olhos, troquei os focos.
E deixei num canto qualquer essas dúvidas. Teve dias que me vi tão pequena quando percebia que o descanso não me olhava mais...

Ana Morais