escondo os retalhos do coração.
a paz virá
me conduzindo com
suas mãos delicadas.
trilho, em passos largos
num mundo que não
sei o nome do dono,
e com um olhar de
fera assustada...
só quero
o brilho dos dias
mais completos,
o corpo já suporta tanta física,
e sem o amor
tudo vira deserto
fracasso carimbado,
poemas reeditados.
com ele, formas de estrela
rastros de cometa, lua cintilante
luz de velas, enfeites,
surpresas aos ouvidos
como uma Bossa nova e tal.
que assim seja, pelo menos...
Pisco o olho e observo
uma pontinha
desesperada da esperança,
brotando
entre o verde da grama.
Cochila não chuva, cochila não
chove, chove, chove mais
danço pra você, te chamo,
te desenho nas minhas letras
te provoco tempestade.
mas chove, ela precisa crescer,
crescer até criar raiz
tom, semente.
a água vai lavar e vigorar
o que seco estar
Ana Morais