sexta-feira, 4 de março de 2011

levo nos ombros;


O medo de não querer mais o seu tempo no meu, é não poder voltar.
Alguns momentos pedem passagem. Lembro de você quando vejo o mar, o pôr do sol, a lua... Até em becos que vivem em mim, te acho.
Ainda carrego uns traços de criança indefesa, mas aprendi cedo a conjugar alguns verbos... Explorar e sentir o raiar aquecer os horizontes. É, chegou a hora disso. Os dias te afastam de mim, eu não posso colocar pausa na vida e esperar. Deixo soltar as lágrimas, quando não ouso ver aquela porta entreaberta. Depois de tantas quedas, o que me sobra são as feridas. Mais uma vez levo nos ombros o que dói.

Ana Morais

3 comentários:

: disse...

[... As horas te afastam de mim, eu não posso colocar pausa na vida e esperar...] amei o texto :} http://amandabaracho.blogspot.com/

Ana Morais disse...

Obrigada! =)

iasmin999 disse...

"Deixo soltar as lagrimas, quando não ouso ver aquela porta entreaberta. Depois de tantas quedas, o que me sobra são as feridas. Perco mais uma vez e levo nos ombros o que dói"