domingo, 13 de março de 2011

Onde.



Ao fundo dos acontecimentos, em milhares de perguntas que faço, uma me encara o dia inteiro:
"Onde está você?"
De algumas semanas pra cá, só sei dizer que, não sei.
Sempre rasgo cartas e deixo outras em uma gaveta.
Nessa imensidão, peço o atalho pra minha paz, aquele que levastes na mala... É,
necessito apagar esse remorso clandestino, as amarras dos meus pensamentos,
não dar pra me espatifar toda vez que lembro que fui estúpida em se deixar provar.
Permito embriagar-me nessa busca sem freios, não sei mais de mim, só sei recordar que o controle existiu.
Necessito da solidão, pra poder reerguer as paredes do equilíbrio, sem cobranças me acordando no meio da madrugada...
Sim, aproveitando, devolve as horas que perco enquanto mergulho nessas correntezas. 



Ana Morais

13 comentários:

iasmin999 disse...

vc sabe traduzir sentimentos como ninguem, menina especial!!
Joga fora isso que nao deu o valor necessario a um coração tao iluminado como o seu!!

beijos escritora maravilhosa!!!!!
vc é luz pra quem te enxerga e ler

Anônimo disse...

sempre venho ler vc!!

Jorge Pimenta disse...

ana,
por mais que procuremos lá fora a chave da serenidade, é dentro de nós que ela se esconde.
um beijinho!

Poeta da Colina disse...

"Eu perco o chão eu não acho as palavras...." (Metade/ Adriana Calcanhoto)

A trilha me veio lendo o texto.

Sonia Schmorantz disse...

Tenho muita compaixão das horas que perco em cismas, ninguém vai me devolvê-las..Que bom que existe a palavra, o poema, assim fica o registro ao menos dos pensamentos!
beijos, boa semana

Malu disse...

O prazer é meu em passar por aqui e sempre ler belas palavras.
Um grande abraço, menina!

RosaMaria disse...

Sempre acabo dançando com as minhas incertezas...

Sei onde esta o que procuro, mas prefiro deixa-lo por lá rsrsrs

Lindo post!
Tenha uma ótima semana.

Beijos

Celso Mendes disse...

Se permitir invadir, sem freios, embriagar-se, é viver intensamente. Efeitos colaterais como a perda de rumo são previsíveis. Vale a pena, ainda que possa doer muitas vezes. Esse é um texto daqueles que me parecem, ao ler, que fui eu que escrevi, tal a identificação.

Beijo.

Patrícia ♥ disse...

Que lindooo..
amei o texto!!

seguindo vc..
beijos
http://pathyoliver.blogspot.com

Aline disse...

é a primiera vez que venho aqui e estou encantada pelos seus textos...

já estou seguindo!
beijos

palavrasdeumnovomundo disse...

Ana parabéns pelo belo texto, aliás por todos e obrigada pelas palavras deixadas no blog palavras de um novo mundo. Já te acompanho e tomara que sejamos gdes parceiras.
Um abraço fraterno. Rosa.

Ana SS disse...

escrevemos pra nós.
depois decidimos compartilhar ou não...
penso

Anônimo disse...

parabens pela sua delicadeza em observar a vida!!