segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

teu querer me querendo.


Amansa minha agonia, joga fora esses caminhos tortuosos.
Desperta as surpresas, requenta meu corpo com o seu.
Coloca pra dormir minhas dores.
Não quero ficar assistindo essa vontade se perder nas demoras, nas esperas das suas horas. Nunca me prendi tanto ao tempo como agora.
Não se afasta dos meus olhos. Fica.
Meu desejo é o teu querer me querendo.

Ana Morais

espaçosa vontade.

Sem mais expectativas, tenho improvisados dias.
Procurando esquecer a falta de contentamento com os meios termos, versos incompletos.
Deixei as buscas. Só sei que quero o concreto.
A espera desistiu dessa espaçosa vontade de estar próximo, de chegadas esperançosas.

Ana Morais

domingo, 16 de janeiro de 2011

mãos.

Prefiro às vezes ter uma intenção ligeira.
Quem sabe dessa maneira deixo me levar por essas asas leves.
Me protejo de noites vazias e retenho o meu “querer mais”.
Precisava tanto de mim, sentir mais nós.
Apenas acordar entre as suas mãos, ao seu redor.

Ana Morais

cenas.


Lágrimas de uma despedida.
Imagens e cenas reinventadas,
enquanto espero o que não lembro.
Me tenho pronta, mas não convencida que minha alegria não te pertence,
que o meu corpo não vai te sentir mais.

Ana Morais.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

assombra e sobra.

Mais uma vez escrevendo pra salvar meu dia e o contentamento minúsculo.
Falo e repito sobre a solidão que assombra e sobra entre essas paredes.
Só há partes que me deixam sempre a lembrar algumas datas, marés, coisas que não voltam mais. Mas preciso ver as que me esperam lá fora e as outras empilhadas.
Adiante, por não querer voltar para o ponto que pareço com aquela menina sem saídas.
Amanhã irei abrir os olhos pra uma novo dia de sol. Calo nesse minuto e faço do silêncio o mais bonito companheiro.
Receio o que faz doer, a saudade do teu gosto, o esconderijos que me prendeu, essa falta que me fez voltar, voltar...
Só necessito guardar um pouco das minhas memórias que transbordam fora e dentro de mim. Os caminhos estão mudados, em cada passo dado se distancia. Os sorrisos virão. E eu vou esquecer esse tempo que um dia fez eu sentir sua presença.

Ana Morais

domingo, 9 de janeiro de 2011

endereço.


 
Fico perdida diante de todos os "sins" que tentei e não roubei de mim pra te dar.
Toco meu rosto e as mãos se afogam, provo esse sabor salgado e
sinto sua ausência que resolveu doer mais. Logo hoje, depois que eu "acho" uma saída pra esquecer a qualquer preço o seu endereço...
Prefiro acreditar que um dia a sua demora vai acabar em minha porta, isso me ajuda a te deixar cair no esquecimento. Não quero doer, nem revirar essa bagunça que não consigo encarar.

Ana Morais

sábado, 8 de janeiro de 2011

(a)pago.

Você vai escapando pelos meus dedos.
Só que nada, nada se apaga e eu pago por essas horas que lembro da tua voz, dessa felicidade que só acena e não se aproxima.
É ruim, sempre ir, perder. Deixa um amargo que não sai mais da boca.

Ana Morais