Mais uma vez escrevendo pra salvar meu dia e o contentamento minúsculo.
Falo e repito sobre a solidão que assombra e sobra entre essas paredes.

Só há partes que me deixam sempre a lembrar algumas datas, marés, coisas que não voltam mais. Mas preciso ver as que me esperam lá fora e as outras empilhadas.
Adiante, por não querer voltar para o ponto que pareço com aquela menina sem saídas.
Amanhã irei abrir os olhos pra uma novo dia de sol. Calo nesse minuto e faço do silêncio o mais bonito companheiro.
Receio o que faz doer, a saudade do teu gosto, o esconderijos que me prendeu, essa falta que me fez voltar, voltar...
Só necessito guardar um pouco das minhas memórias que transbordam fora e dentro de mim. Os caminhos estão mudados, em cada passo dado se distancia. Os sorrisos virão. E eu vou esquecer esse tempo que um dia fez eu sentir sua presença.
Ana Morais